O planejamento sucessório é mais do que um procedimento jurídico: é uma ferramenta vital para preservar valores familiares e garantir paz de espírito. Ao adotar medidas antecipadas, você assegura organizar antecipadamente a transferência do patrimônio e protege aqueles que ama.
O planejamento sucessório consiste em um conjunto de medidas jurídicas, financeiras e administrativas realizadas durante a vida do titular. Seu propósito é definir, com antecedência, como se dará a transmissão de bens e direitos após o falecimento, evitando incertezas e disputas.
Entre seus principais objetivos estão: reduzir custos, preservar o patrimônio, proteger herdeiros e assegurar a continuidade de empresas familiares, mantendo sempre a autonomia privada do titular em relação à partilha.
O Código Civil brasileiro disciplina a sucessão em seus artigos 1.786 a 1.856. Em síntese, há duas modalidades:
• Sucessão legítima: segue a ordem de vocação hereditária — descendentes, ascendentes, cônjuge e colaterais. Neste caso, reserva obrigatória de 50% da herança para herdeiros necessários (art. 1.846).
• Sucessão testamentária: permite ao testador dispor livremente de até 50% dos bens, respeitando a legítima. O testamento deve obedecer às formalidades legais para evitar nulidades.
O inventário pode ser judicial ou extrajudicial (em cartório), desde que não existam herdeiros incapazes nem testamento que reúna complicações.
Um dos maiores benefícios do planejamento sucessório é reduzir custos e impostos. O ITCMD varia de 4% a 8% conforme o estado, e uma doação bem estruturada pode suavizar esse impacto.
Além disso, procedimentos extrajudiciais costumam ser concluídos em semanas, enquanto inventários judiciais podem se estender por anos. A agilidade evita bloqueios de contas e garante acesso rápido aos bens pelos herdeiros.
No Brasil, mais de 80% das empresas são de caráter familiar, mas apenas 30% chegam à segunda geração. Um planejamento eficiente inclui:
• Formação de sucessores: investir no desenvolvimento profissional dos herdeiros para assumir cargos de liderança.
• Acordos de sócios e regras claras de governança, criando conselhos e comitês para orientar decisões estratégicas.
Estas práticas asseguram continuidade do negócio, evitam disputas societárias e preservam o valor da empresa ao longo do tempo.
Após a pandemia, cresceram os meios digitais para atos notariais. Testamentos eletrônicos, procurações com assinatura digital e escrituras eletrônicas tornam-se cada vez mais comuns,
garantindo segurança jurídica e agilidade nos processos. A evolução legislativa acompanha essas novidades, conferindo validade a documentos eletrônicos e reconhecendo novas formas de autenticação.
Planejamentos feitos sem assessoria especializada podem se tornar ineficazes ou ser anulados. Evite:
• Fraude à legítima, quando se desrespeita a cota dos herdeiros necessários.
• Inadequações na redação de documentos que levem à interpretação judicial contrária.
• Falta de atualização periódica, pois mudanças familiares ou patrimoniais exigem revisão constante.
O planejamento sucessório não é um privilégio, mas uma responsabilidade de quem deseja assegurar proteção e transparência para as próximas gerações. Comece hoje mesmo a organizar seu legado:
Ao agir proativamente, você constrói um futuro mais seguro, reduz conflitos e garante que seus valores sigam vivos nas escolhas de quem você ama.
Referências